quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Paizinho

Ao entrar naquela sala, escura, onde só os aparelhos faziam algum barulho, meu coração bateu forte e logo pensei: mas um dia de dor...

De repente o inesperado aconteceu, um olhar, um sorriso - tudo no escuro - Nem podia acreditar, era você, e não os reflexos, era voluntário e não involuntário, tive a certeza de que voce sabia quem eu era - tive medo, confesso...

Acendi a luz, o mundo se acendeu também. Você acompanhou os meus passos e nessa hora olhou firme pra os meus olhos e como se dissesse: to aqui, você abriu um sorriso. Tudo bem que não estava Tao aberto como antes, mas daquele jeito que sabemos, você falou comigo. Nós nos entendemos, ne?!

E nesse momento eu disse, quase gritando - chorando e sorrindo ao mesmo tempo - em um dos momentos mais felizes da minha vida: "pai, você esta me vendo, não eh?" e você mais uma vez sorriu, me olhou, fechou esses olhos de jabuticaba e chorou... Juro pra você, meu coração quase saiu pela boca. Extasiada e feliz.

Obrigada por estar lutando, obrigada por estar presente na minha vida. Tudo vai ficar bem, porque você quer, porque eu quero, porque queremos todos.

Você pra mim eh a felicidade maior.

Amo ate perder as forcas!!!

PAI...

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Pensamentos que me enlouquecem

Esses pensamentos que não me deixam em paz. Que não me deixam dormir, parar, conversar, descansar. Esses pensamentos que não param de pensar...

Em homenagem ao pensar, ao pensamento e a um pensante.

UM DOMINGO DE SOL

Desculpe-me se vou ser pessimista.
Contarei a estória de um domingo de sol, a qual ainda bate a minha mente.
Domingo cedo, em pleno centro da cidade, num vozerio, uma voz falando alto; um ponto fixo eu vejo. Todo mundo a meu lado, e eu sozinho; o sol alegre, e eu triste. Tanta coisa pra olhar, só um ponto eu vejo.
Exteriormente transparente em mim uma expressão tola, demente, talvez até alegre . Por dentro o vácuo trêmulo e triste, sem confetes-estrelas, sem fogos-cometas, só vazio!
O coração, no seu ritmo fúnebre, marca passos do cérebro que caminha na escuridão, falseando seu andar na escada do pensamento. Esse pensamento, esse vento que vem de todos os lugares ao mesmo tempo, que vem martelar minha mente, que vem ferir meu coração, que vem torcer minha face para tirar o sumo amargo da tristeza.
Choro!
Um domingo com tanto sol e uma face derramando chuva!

Autor: Rubem Fonseca Filho, meu querido sogro, aos 17 anos.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

(DES) ESPERANDO

Definitivamente esperar não é pra mim!
Odeio, com todas as minhas forças...
Fico esperando, esperando e acabo me (des)esperando.

Será que isso acontece a todos que esperam?
Penso que sim mas acho que não...

Sei lá, me angustia, me mete medo.
E por quê ter medo de esperar?

Por achar que não temos muito tempo a perder
Por achar que a vida é boa demais pra ficar esperando
Esperando alguma coisa ou outra acontecer.

Pela ansiedade, talvez.
Ou talvez pelo o excesso de coisas a serem feitas.

Não sei mesmo, nesse momento só consigo dizer
Que talvez tenha todo o tempo do mundo, mas talvez não...
Então entre a dúvida do sim e a incerteza do não, fico aqui
Com meu des (espero) em esperar...

terça-feira, 2 de outubro de 2007

QUANTA PRETENSAO!!!


O governador do DF, Sr. José Roberto Arruda, demitiu nessa ultima segunda-feira (01) o gerúndio. É isso mesmo, pasmem! O Decreto Nº 28.314 foi publicado na página 19, do Diário Oficial do Distrito Federal. E diz o seguinte:


Demite o gerúndio e dá outras providências.
O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, no uso de suas atribuições que lhe confere o artigo 100, incisos VII e XXVI ,
a Lei Orgânica do Distrito Federal, DECRETA:
Art. 1º - Fica demitido o Gerúndio de todos os órgãos do Governo do Distrito Federal.
Art. 2º - Fica proibido a partir desta data o uso do gerúndio para desculpa de INEFICIENCIA.
Art. 3º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 4º - Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 28 de setembro de 2007.
119º da República e 48º de Brasília
JOSÉ ROBERTO ARRUDA


A alegação do Senhor Governador é de não aceitar mais que as “coisas” no GDF sejam tratadas com gerundismos. Entretanto o Excelentíssimo deveria tratar a população do Distrito Federal - os eleitores votantes da sua candidatura, portanto os que o elegeram e os outros tantos não votantes - com mais respeito. Ele precisa se tocar que o DODF (Diário Oficial do Distrito Federal) é um instrumento de comunicação público, que serve, em principio, como instrumento democrático de informação à população do Distrito Federal e não instrumento de uso pessoal, para ficar fazendo (olha o gerúndio) politicagem barata.

Alguns dizem que é marketing político e outros dizem que é pelo o Sr. Governador se achar superior demais, a tudo e a todos. Ora meus caros, o Governador do DF deve estar de brincadeira ao demitir o “gerúndio”. Nem Academia Brasileira de Letras se sentiria a vontade para tal façanha.

Ele só não pode se esquecer que um pouco de cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém. Não podemos começar a tratar a política e, portanto, os seus meios de fazê-la, com tanta falta de respeito. Como se já não bastassem os órgãos representativos do Poder Legislativo, que insistem em nos envergonhar, agora vem um Governador, que "não sabe nem se fica", querendo tratar a língua portuguesa como se fosse um de seus funcionários, que como já vimos por aí, são demitidos em praça pública, a torto e a direito.

Nesse caso, para se começar uma revolução na ética profissional, dentro do funcionalismo público do GDF, e para que o gerúndio não seja mais usado como desculpa da ineficiência, o Governador, a meu ver, deve pensar em medidas que sejam de sua competência, como a não nomeação ou exoneração imediata de funcionários públicos que se mostram ineficientes e incompetentes, e não ficar de palhaçada com a população do DF, que espera atitudes sérias, ou no mínimo respeitosas de um Governo representante do povo.


Será que isso é falta do que fazer ou é falta de vergonha na cara?


O POVO EXIGE RESPEITO!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

SÃO PAULO

A cidade de São Paulo,

só faz sentido com você;
deixa de ser fria com o seu abraço;
deixa de ser impessoal com a sua companhia;
deixa de ser corrida com a sua calma;
deixa de ser feia com sua beleza;
deixa de ser séria com o seu sorriso;
deixa de ser cara com a sua criatividade;
deixa de ter neblina com o seu brilho;
deixa de ser lotada de gente com o seu beijo, que me faz pensar em sermos unicos ali;
e deixa de ser a cidade dos amores se não estamos lá!

Adorei! Obrigada pelo presente de ter você comigo!

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

2 ANOS!

Quando as brigas resolvem as coisas;
Quando os olhos se falam;
Quando as conversas acalmam os ânimos;
Quando as bocas viram corpos;
Quando os corações batem no mesmo compasso;
Quando os dias passam como anos e
Quando a vida é melhor tendo essa pessoa ao seu lado;
É por que o amor chegou.

E pra mim chegou, pra valer, fortão...

Zé, não me canso de agradecer pela presença em minha vida.
Obrigada por ser meu, amigo, marido, companheiro, confidente, parceiro. Obrigada por ser meu amor, obrigada por me olhar nos olhos...

2 anos de confusões, de crises, de paciência e da falta dela, mas acima de tudo 2 anos de amor e cumplicidade.

domingo, 16 de setembro de 2007

MOVIMENTO


O mundo está em movimento. E como já dizia Rosa Luxemburgo: “Quem não se movimenta não sente as cadeias que o prendem”.
Por quê uma pessoa que podia estar por aí correndo, gritando, sentindo o vento no rosto, no corpo, na alma, teima em se esconder do mundo? Ficar em casa? Não ir pra festa? Ir e não ficar nela? Não aproveitar as amizades? A música? A dança? O Povo? A juventude? Porque uma pessoa jovem - é jovem de verdade, com mais muitos anos pela frente - insiste em agir como um velho, bem velhinho, daquele que o tempo não o ajuda mais a se movimentar? Porque uma pessoa livre, liberta e solta, teima em achar que tem alguma coisa que o prende, sufoca, petrifica?
Não consigo agüentar por muito tempo tanta falta de vontade de viver. Enfim, respeito, mas não sei se agüento não...

Eu sou livre, faço questão de me movimentar, andar, correr, saltar, gargalhar, sorrir, beber, chorar, falar, brigar, comer, sofrer, viver... (Adoro verbos! Adoooroooo)

Nada melhor que ser livre para receber um - Bom dia - do mundo com os cabelos sendo acariciados por um vento manso e gostoso que parece te dizer: Oi, você esta vivo, você precisa reagir, vai em frente, o mundo é seu!

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Bom

É bom dormir com o amado;
É bom acordar com um abraço;
É bom almoçar depois de um amasso;
É bom tê-lo ao meu lado;
É bom viver!
É bom ser amado!
É bom...

domingo, 9 de setembro de 2007

NA SECA, SEM AMIGDALAS!

Há um ano sem amígdalas a vida é bastante dura!

Até então só pensava que as amígdalas serviam para proteção da garganta, ajudar na imunidade, porque são partes importantes do sistema de defesa do corpo humano, e que era um termômetro para paixões. O quê? Termômetro do quê? Aí, aí, só me faltava essa...

Mas não são essas amigdalas da garganta meu povo, são as amigdalas do cérebro. Aqui temos um resumo, mas posso falar disso em outro post - Amígdala ou corpo amigdalóide constitui uma massa esferóide de substância cinzenta de cerca de dois centímetros de diâmetro situada no pólo temporal do hemisfério cerebral, em relação com a cauda do núcleo caudado. Esta região do cérebro faz parte do sistema límbico e é um importante centro regulador do comportamento sexual e da agressividade. Este conjunto nuclear é também importante para os conteúdos emocionais das nossas memórias. A ablação bilateral da amigdala origina o Síndrome de Kluver-Bucy, caracterizado pela ausência de respostas agressivas, pela cortesia exagerada, oralidade e pela hipersexualidade.-
Hoje tenho certeza que elas servem pra muito mais coisas, por exemplo, na minha vida, serviam pra me incomodar sempre, sempre e para ajudar a umidificar a minha garganta...

Atualmente o que me incomoda são as amigdalas, que ainda tenho, as localizadas na garganta. Alias, no caso da minha, não mais! É certo que já incomodaram muito, mas minha gente, o que deixou impressionada é que nunca tinha passado um período de seca, como a de Brasília – que se compara ao deserto -, onde a umidade do ar chega a 15 ºC (graus centígrados), sem as minhas “nem tão queridas” amígdalas. É sinistro, você sente uma sensação de abandono, passa a madrugada inteira bebendo água, tosse sem parar, fica com um pigarro como se tivesse fumado um maço de cigarros e parece estar à beira da morte, juro, morte, é isso ou quase... Falta de ar e secura absurdaaaaaaaaaaaa!!!

Dizem que quando se tira às pobrezinhas com menor idade, a pessoa fica mais acostumada a passar pelo período de seca, mas quando a criatura passou 25 anos da sua vida tendo as amígdalas como o órgão de sustentação para a seca e umidificante da sua linda garganta ai já é mais difícil...

Ouçam bem todos e todas as pessoas “idosas”- maiores de 15 anos - que pensam em tirar as suas amadas amígdalas e que moram em Brasília, vocês vão sofrer! Acreditem nisso!!!

Encerro esse post junto a uma garrafa com água na mão e uma garganta seca pra danar, esperando uma dose do néctar dos Deus - AGUA, QUE PRECISA SER PRESERVADA!!!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Os dias


Tem dias que as horas não passam e tem horas que os minutos se arrastam...

Meus dias tem sido assim, momento de pura correria, mas improdutíveis, por isso, a sensação de continuidade nos momentos, enfim, esta faltando algo, algo que me impulsione novamente...

Esta faltando ar, fôlego, peito, raça, esta faltando vontade de fazer da vida boa uma vida ainda melhor.

Tem dias em que as horas deveriam passar como segundos, de fato, existem dias e dias...

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